" O Cheiro "
Naquela noite, passou por mim.
Parou, ficou, foi embora.
Perdido, grudou no meu corpo
O cheiro esquecido no ar.
Como quem tem pressa peguei; num potinho guardei.
Foi embora.
E antes que reivindicassem algo perdido,
Carreguei-o por entre os dedos.
E naquela mesma noite,
Sem muita razão,
Impedi todo ar no corpo e mãos
(que pudessem com a água fugir).
O perfume, fraquinho, se segurava.
Fechei portas e janelas.
Fechei os olhos.
Deitei, pensei, dormi!
.............
Naquela manhã,
Como outras,
Um cheiro ou lembrança da noite
Prefeririam a noite como companhia.
Certamente, sentindo-se solto na noite,
Sairia por entre a tampinha e o pote.
E portas, e janelas, e suas frechinhas
Sempre cúmplices, dariam oportunidade.
Revejo, de repente, à noite o cheiro ante a porta.
Beijou o teto...
E ousou chegar tão perto
Que inalado é, inconscientemente, como uma droga.
E agora, simplesmente, eu à avessa.
E, subitamente, como droga,
Sem que eu perceba e dentro de mim,
Não sái da minha cabeça!!
10/10/09
^^
sábado, 12 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
"Sem razão"
Dói
Sou forte, sou fraca
Um talvez!
Sinto raiva, medo, euforia e rio...
E choro!
E mais... e choro!
É o gosto pela água
Gosto pela duvida
Bebo dessa água e sinto o gosto da dor!
Dor e desgosto!
Devo ao mês de agosto,
Esse talvez...
Não quero saidinha.
Nada de dinheirinho,
Disso tudo, não quero nadinha.
Tudo em cima do muro
Tô por cima de mim.
Não querendo amigos,
Não pedindo abrigo
Tô por cima de mim.
E tendo vista tão alta,
Nada significa,
Nada é alcançado,
Nada fica!
Mas não posso cobrar dos amigos...
E não posso cobrar aos abrigos...
É tão pouco o que me presta!
Mas pensando nesta forma
-simples e outrora-
À muito é assim!
Dez min., dez anos
Indiferente!
É muito, é muito, é muito.
Muito solta, muito em cima, um bicho!
É muito ágil...
Procura abrigos
Procura amigos, olhos
Procura alguém...
(achando a dor acima de tudo).
E não se encontra, não se acha
Não se vê...
Pois não tem olhos [razão].
"Ela vai"
Ela vai
sem fama,
sem flor,
sem pacto ou cor.
Mordida, comida,
fora de sí.
É parada, é normal!
É tudo que condena!
Vida assim,
toda iqual,
sem moral,
é tudo que condena!
E ela passa,
se desgasta.
Seu pé doento,
todo um lamento.
Sente frio, sente dor.
Se confortando nas letras,
nas formas,
na musica.
Vai sentindo um arrepio
e um medo muito forte,
muito rápido, todo grande,
no vazio que o corpo tem!
Mordida, comida...
mastiga e engole!
Ferida, fadiga...
deita e dorme pra esquecer!
sábado, 5 de junho de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
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