domingo, 6 de junho de 2010


"Ela vai"


Ela vai

sem fama,

sem flor,

sem pacto ou cor.



Mordida, comida,
fora de sí.
É parada, é normal!
É tudo que condena!


Vida assim,
toda iqual,
sem moral,
é tudo que condena!


E ela passa,
se desgasta.
Seu pé doento,
todo um lamento.


Sente frio, sente dor.
Se confortando nas letras,
nas formas,
na musica.


Vai sentindo um arrepio
e um medo muito forte,
muito rápido, todo grande,
no vazio que o corpo tem!


Mordida, comida...
mastiga e engole!
Ferida, fadiga...
deita e dorme pra esquecer!

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